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A Importância de Pedir Ajuda na Saúde Mental

28 de ago.
3 min de leitura

Atualizado: 16 de out.


Reflexões sobre a Vulnerabilidade


Por Psicanalista Jackson Shella

@Psicanalista_Jackson_Shella

@psicanaliseativainpc


Há dias em que consigo sorrir, responder mensagens e cumprir compromissos. Mas, por dentro, algo continua pedindo socorro em silêncio. Nem sempre esse pedido aparece como lágrimas. Às vezes, ele se manifesta na irritação constante, no cansaço que não passa ou na dificuldade de dormir. Também pode surgir no corpo: um aperto no peito, uma inquietação sem nome ou uma falta de ar que parece chegar antes de qualquer explicação.


Conheço pessoas que passaram meses e até anos tentando dar conta de tudo sozinhas. Uma delas me contou que, todos os dias, esperava a casa silenciar para chorar escondida. Durante o dia, cuidava dos filhos, trabalhava e resolvia problemas, sustentando a imagem de quem era forte. Quando finalmente procurou ajuda, não estava desistindo de si. Estava, pela primeira vez, deixando de se abandonar.


O Mito da Força


Ainda existe uma ideia equivocada de que pedir ajuda é sinal de fraqueza, incapacidade ou falta de autonomia. Como se uma pessoa forte fosse aquela que não precisa de ninguém. Eu penso justamente o contrário. Reconhecer um limite exige muito mais coragem do que fingir que ele não existe.


Posso enfrentar uma dificuldade sozinho por algum tempo. Mas isso não significa que eu precise transformar a solidão em prova de resistência. Há momentos em que uma conversa cuidadosa, um olhar de fora ou um espaço seguro podem me ajudar a enxergar o que, de tão próximo, já não consigo perceber.


O Dia do Psicólogo


No dia 27 de agosto, celebramos no Brasil o Dia do Psicólogo. A data nos convida a reconhecer o valor de quem se dedica a escutar a dor humana com responsabilidade, presença e respeito. Mas também pode ser um convite para mim e para você: o que tenho feito com aquilo que vem pedindo atenção dentro de mim?


Procurar ajuda não significa entregar minha vida nas mãos de outra pessoa. Significa ampliar minha capacidade de compreendê-la. Continuo sendo responsável pelas minhas escolhas, pelos meus caminhos e pelos limites que preciso estabelecer. A escuta de alguém não decide por mim; ela pode me ajudar a ouvir, com mais clareza, aquilo que venho tentando calar.


O Impacto das Relações


Penso em outra cena, bastante comum: alguém permanece em uma relação que o machuca porque acredita que sair seria admitir fracasso. A pessoa se acostuma a explicar o comportamento do outro, a diminuir a própria dor e a chamar de amor aquilo que, muitas vezes, é apenas medo de ficar só. Quando encontra espaço para falar sem ser julgada, algo começa a mudar. Não necessariamente porque a resposta aparece de imediato, mas porque volta a reconhecer a própria voz.


E talvez essa seja uma das maiores transformações que a ajuda pode oferecer: não viver no lugar de ninguém, mas me devolver a mim mesmo.


A Coragem de Pedir Ajuda


Não preciso esperar chegar ao limite para procurar apoio. Não preciso ter uma justificativa perfeita, uma dor “grande o bastante” ou uma explicação pronta. Às vezes, basta perceber que não quero continuar vivendo da mesma maneira. Pedir ajuda não diminui minha autonomia. Pode ser justamente o gesto que me permite recuperá-la.


Porque coragem não é nunca precisar de amparo. Coragem também é reconhecer quando a caminhada ficou pesada demais e permitir que alguém caminhe ao meu lado por um trecho.


Conclusão


A busca por saúde mental é um caminho que todos nós podemos percorrer. Não devemos temer a vulnerabilidade. Ao contrário, devemos abraçá-la. Ao procurar ajuda, estamos dando um passo importante para o nosso bem-estar. Lembre-se: você não está sozinho nessa jornada.


Idealizador da Ashells Psicanálise Clínica, especialista em Dependência Emocional

Vice-presidente do Instituto Nacional de Psicanálise Clínica

Whatsapp: (41) 99182-9353


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Se você está buscando apoio, considere entrar em contato com profissionais qualificados. A saúde mental é uma prioridade e merece atenção.

 
 
 

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